Médico libera Rafa Bastos para a disputa do Metropolitano e Paranaense de Marcas e Pilotos no próximo final de semana
As provas válidas pela segunda etapa do Campeonato
Metropolitano de Asfalto de Curitiba, e pelo estadual de Marcas e Pilotos, que
acontecerá no próximo final de semana, (23 e 24/04), no AIC, em Pinhais-PR,
terá o carro de numeral 09, do piloto Rafa Bastos no grid da Marcas
"A". A liberação do médico veio depois de constatar nos exames a cicatrização
da vértebra lesionada no final de janeiro e que impediu o piloto de participar
da primeira rodada do Metropolitano. Mesmo voltando a acelerar Rafa Bastos
passa por um processo de transição, conhecido por "desmama", que deve
durar pelo menos mais um mês. Este tratamento consiste na diminuição gradativa
do uso do colete, que foi utilizado para imobilizar a coluna, e necessário para
a reabilitação.
"O uso direto deste colete por quase dois meses
acelerou a calcificação óssea da vértebra fraturada, por outro lado, resultou
em uma atrofia muscular da região do tórax. O médico me liberou para pilotar na
próxima etapa, mas não para fazer atividades físicas durante o regime de
desmame. Isso significa que meu corpo ainda está debilitado em questão de preparo
físico. Em função disso, possivelmente eu opte por dividir o carro com outro
piloto nas provas deste final de semana com o objetivo de diminuir o meu
esforço físico e não influenciar negativamente o processo de recuperação",
declarou Rafa Bastos. Depois de analisar o diagnóstico do lageano, o
fisioterapeuta Rafael Lupatini, que também é piloto, explicou que a lesão
ocorreu porque houve uma pressão muito forte de uma vértebra em cima da outra.
"A 11ª vértebra lesionada é torácica. Os movimentos que
a pilotagem exige e os solavancos do carro fazem com que a dor seja
insuportável se a lesão não estiver completamente cicatrizada, além de não
favorecer em nada a recuperação. A coluna vertebral funciona como o eixo
principal de sustentação do aparelho locomotor e a condição clínica do piloto
Rafa Bastos exigiu que essa estrutura fosse submetida à restrição funcional. O
colete corretivo atrofiou os músculos da caixa torácica e o desmame fará com
que, gradativamente, a vértebra volte a receber a pressão normal do corpo até
que consiga um bom resultado de posicionamento sem o colete. A partir de então,
ele terá que desenvolver a musculatura, de forma gradual, com exercícios e
movimentos articulares, e fortalecimento abdominal. Como em qualquer outro
esporte, o bom condicionamento físico é muito importante para que o piloto
consiga extrair o melhor rendimento do carro", explicou Lupatini.
"A expectativa para este final de semana é de recomeço.
O carro, que apresentou falhas na primeira etapa e foi pilotado por outro
piloto a fim de testar o acerto, foi remontado pela equipe de mecânicos da
Roger Preparações. Há uma semana uso o colete somente no período da manhã.
Ainda não consigo fazer movimentos bruscos, mas estou otimista. Vou me dedicar
as atividades recomendadas pelo médico e fisioterapeuta, e segundo eles, em
dois meses, tanto a vértebra quanto o meu condicionamento físico estarão
completamente recuperados. Enquanto isso, qualquer ponto que alcançarmos nas
duas próximas etapas serão importantíssimas para o objetivo final, que é o
título máximo da categoria Marcas", finalizou o piloto Rafa Bastos.
Texto: Pista Livre Assessoria e Comunicação
Foto: Revista Pista Livre

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